O Que é IPv6 e Por Que Está Substituindo o IPv4
26 de junho de 2026
Se a internet da sua casa às vezes falha em acesso remoto, VPN ou câmeras de segurança, parte do problema pode estar relacionada a um endereço IP compartilhado. Entenda por que o IPv6 existe e por que ele está, aos poucos, substituindo o IPv4.
O IPv4 ficou pequeno demais
O protocolo IPv4 usa endereços de 32 bits, o que permite cerca de 4,3 bilhões de combinações únicas. Parece muito, mas com o crescimento de smartphones, computadores, câmeras e dispositivos de casa inteligente conectados à internet no mundo todo, esses endereços se esgotaram.
CGNAT: a solução paliativa das operadoras
Para contornar a falta de endereços IPv4, muitas operadoras usam CGNAT (Carrier-Grade NAT), que faz várias casas dividirem o mesmo endereço IP público. É como um interfone de condomínio compartilhado entre vários apartamentos: funciona para recados simples, mas complica quando alguém de fora precisa falar diretamente com uma unidade específica.
Os problemas práticos do CGNAT
Compartilhar IP com outras casas aumenta a latência, porque o tráfego passa por uma camada extra de tradução de endereços. Também atrapalha o funcionamento de VPNs e dificulta o acesso remoto a câmeras de segurança, servidores domésticos e outros serviços que dependem de um endereço IP exclusivo para funcionar bem.
O que o IPv6 resolve
O IPv6 usa endereços de 128 bits, o que resulta em uma quantidade de combinações praticamente ilimitada para qualquer uso previsível. Isso elimina a necessidade de CGNAT — cada dispositivo pode ter seu próprio endereço público — e o protocolo já inclui IPsec nativamente, um padrão de segurança para criptografar o tráfego entre pontos da rede.
Ter uma rede de fibra própria facilita a adoção de tecnologias como o IPv6 sem depender de estrutura compartilhada. A Webmax leva fibra óptica 100% própria a Canoas, Esteio, São Leopoldo, Nova Santa Rita e Cachoeirinha, com planos a partir de R$ 99/mês. Veja as opções em webmax.rs/assine.